Vidabrasil circula em Salvador, Espírito Santo, Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo Edição Nº: 302
Data:
15/3/2002
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Entrevista

Três meses depois de ter declarado que o governador José Ignácio Ferreira não fazia nenhum ato por maldade, e que era como  
um pai para ele, o vice-governador Celso Vasconcelos, 43 anos, rompeu com o governo ao não conseguir nenhum tipo de resposta para uma lista passada por um dirigente da Cooperativa dos Funcionários da Escola Técnica Federal (Coopetfes) contendo nomes de pessoas que supostamente teriam recebido dinheiro do esquema do governo na campanha eleitoral.  
O nome dele e do próprio governador estavam no relatório. José Ignácio não quis saber da tal lista, embora segundo o próprio Celso, o governador não tenha demonstrado qualquer temor de4 que ela fosse apurada. O vice quis provas de que os cheques ali relacionados foram pagos a ele. Os documentos nunca apareceram, mas desde aquele 2 de julho de 2001 o vice e o governador nunca mais se falaram. A tal lista serviu para alimentar a bateria de ataques que quase resultaram no impeachment de José Ignácio na Assembléia Legislativa.  
Era a volta da maldição do vice. Celso Vasconcelos perdeu todos os funcionários de seu gabinete, e ficou magoado, mas não com rancor, segundo garante. Tanto que, agora, quando se aproxima o prazo para desincompatibilização para quem pretende disputar as eleições, admite conversar com o governador sobre uma eventual transferência do governo. Isso o faria mudar os planos: deixaria de ser candidato a deputado estadual para ser governador por nove meses, mesmo sabendo que pouco poderia fazer no cargo.  
Apesar da intervenção na direção estadual, Celso continuou no PSDB e hoje defende uma candidatura própria dos tucanos ao governo do Estado para dar palanque ao candidato a presidente da República, José Serra. Numa avaliação do atual quadro político do Estado, o vice-governador acha que os prefeitos desempenharão papel fundamental na eleição do novo governador, bem como de deputados estaduais e federais, mas os vê desarticulados e culpa o atual governo por esta situação.  
 
- Passados os efeitos maiores do furacão político que varreu o Estado, quais são hoje seus projetos políticos?  
- A gente tem trabalhado no dia-a-dia dentro do partido, independentemente das turbulências políticas, uma candidatura a deputado estadual.  
- Dentro de toda essa ajeitada partidária, em função da crise, o senhor ficou no PSDB e o ex-prefeito Jorge Anders, de Vila Velha, a quem o senhor é aliado, foi para o PFL. Há um distanciamento entre vocês dois ou foi uma coisa combinada?  
- Na realidade, não foi combinado. Evidente que ele enfrentou algumas dificuldades no PSDB e achou por bem trocá-lo pelo PFL. Eu recebi convites para ingressar em outros partidos, mas não tive problemas no PSDB, com o qual me identifico, tenho uma história e resolvi ficar, apesar da intervenção e da mudança brutal que ocorreu em seu comando. Mesmo com isso tudo, continuo à vontade e por isso permaneci no partido.  
- Toda a sua família está no PFL, onde um dos líderes é seu pai, José Vasconcelos. Por que esse apego ao PSDB?  
- Isso é verdade e meu pai foi um dos fundadores do partido no Estado, era vice-presidente até a intervenção. Eu me elegi vereador pelo PFL, mas em 1990 ingressei no PSDB e me identifico muito com o partido. Acho que o PSDB fez um bom trabalho em nível federal, e tem tido, em outros Estados, grandes lideranças.  
E me identifico até ideologicamente: a social-democracia é um avanço no Brasil depois da abertura.  
- O senhor se alinha dentro do mesmo PSDB do prefeito Luiz Paulo, de Vitória?  
- Tivemos posições políticas adversas no passado e com certeza teremos também no futuro. Mas hoje estou integrado ao partido e me comprometi com a atual direção a manter uma linha de comportamento que não contrarie a sua orientação no Estado. Hoje o prefeito Luiz Paulo tem uma boa representatividade no partido no Espírito Santo.  
Temos procurado discutir as questões mais relevantes, como fizemos agora, quando a Assembléia estava para votar a privatização do Banestes. Não faço parte da comissão interventora, mas fui convidado, junto com os deputados do partido, a participar de um encontro em que decidimos nos posicionar consensualmente contra a privatização. E essa posição foi defendida por todos.  
- Existe algum fato político que possa mudar sua decisão de candidatar-se a deputado estadual? Explico: 5 de abril é o prazo de desincompatibilização para quem quiser se candidatar nas eleições de outubro. Para concorrer à Assembléia, o senhor não pode, a partir dessa data, assumir o governo. Se o governador José Ignácio renunciar para disputar a Câmara ou o Senado, o senhor assume e desiste de ser deputado?  
- Com certeza. Tenho deixado claro isso. Fui eleito com o José Ignácio e meu papel é substituir o governador nos seus impedimentos e me preparei para isso. Posso substituí-lo temporária ou definitivamente.  
Se o governador José Ignácio quiser ser candidato a qualquer outra coisa que não seja à reeleição, tem que se desincompatibilizar. Se isso vier a ocorrer, eu assumo o governo e abandono a pretensão de ser deputado.  
- O senhor pretende conversar isso com o governador?  
- Estou pronto e aberto a conversar com o governador a qualquer momento. Tenho obrigação de fazer isso. Mas especificamente sobre esse assunto, na minha avaliação, qualquer iniciativa tem que partir dele. É a ele que compete a decisão do que fazer com seu futuro político.  
Se ele quiser tomar essa decisão, vou sentar e conversar com o governador com a maior tranqüilidade.  
- Especula-se sobre um ajuste envolvendo o presidente da Assembléia, José Carlos Gratz, que assumiria o governo e seria candidato à reeleição. Isso também está em pauta nas conversações daqui para a frente?  
- Isso já foi divulgado em vários veículos de comunicação. Particularmente, não conversei com ninguém a esse respeito, mas já deixei clara minha posição de assumir o governo em qualquer hipótese, se o governador se desincompatibilizar. Eu assumo e concluo o mandato.  
- Desde o atrito entre o senhor e o governador, por causa da lista que o senhor divulgou contendo nomes que teriam sido beneficiados com dinheiro do governo, ficou um distanciamento entre vocês dois. Nesse período posterior existiu alguma sinalização de reaproximação, alguma conversa? Parece que a maldição do vice voltou, não é?  
- Estou sem conversar com o governador José Ignácio desde 2 de julho do ano passado. Foi meu último contato com ele, quando recebi do Gabriel dos Anjos, da Cooperativa da Escola Técnica, aquele relatório e passei para ele minhas preocupações e as precauções que tomaria. Foi o que fiz, indo aos Ministérios Públicos Estadual e Federal.  
Isso são águas passadas, mas é sempre bom registrar que, antes de qualquer coisa, eu comuniquei ao governador. Tive um contato nos últimos 30 dias com a secretária de Turismo do governo, Luzia Toledo. Ela dizia não estar falando em nome do governo, mas me sondou sobre a possibilidade de eu assumir ou não com a desincompatibilização do governador.  
- Há exatamente um ano, nós o entrevistamos aqui nessa sala e, naquela oportunidade, falamos sobre a maldição do vice e que ela havia sido quebrada pelo senhor. Na ocasião, o senhor disse que não via maldade em nenhum gesto do governador e três meses depois aconteceu tudo isso. O senhor realmente achava aquilo? Há a possibilidade de tudo isso ter acontecido apenas em torno do governador? Esse alinhamento do senhor com o PSDB impede a reaproximação com o governador? Mudou alguma coisa em seu conceito sobre o governador?  
- Sem dúvida mudou. Há exatamente um ano eu não tinha tido oportunidade de receber em mãos um relatório como o que recebi em julho, com tantas informações. É sempre bom ressaltar que, se dependesse única e exclusivamente de mim, o relacionamento cordial dos primeiros dois anos e meio de mandato permaneceria.  
Mas isso se eu continuasse a ver na figura do governador aquilo que eu via, de que merecia minha confiança, de que sempre que tomasse ciência de alguma coisa que estava acontecendo mandaria averiguar. Eu confesso que me decepcionei. Quando recebi as denúncias da Coopetfes levei ao conhecimento do governador, antes de tomar qualquer iniciativa.  
Mas o governador José Ignácio disse que lavava as mãos porque não tinha conhecimento daquilo, não tinha comprometimento nenhum, não queria saber e, por ele, as coisas iriam acontecer naturalmente.  
Confesso que me decepcionei porque, apesar de não ter visto na resposta do governador qualquer receio em cima de uma possível averiguação, eu não esperava isso dele. Eu esperava que ele tomasse a decisão de averiguar, de abrir tudo que tivesse de abrir. Porque eu disse a ele que o meu nome e o dele constavam ali, e eu queria ver os fatos esclarecidos o mais rápido possível porque tinha consciência de que não recebi aquele dinheiro, e que meu nome estava ali indevidamente.  
E isso ficou comprovado porque a Coopetfes se negou a entregar os cheques que constavam na relação em meu nome. A Justiça determinou que entregasse e os cheques não apareceram, porque não existiam. Eu esperava por parte do governador que tomasse um comportamento desse também, e me decepcionei.  
- Mas depois ele pediu a abertura da CPI...  
- Mas bem depois. E eu confesso a você que, com toda credibilidade que e a gente quer depositar na Assembléia, o fato de o governador ter solicitado uma CPI antes da solicitação dos deputados é porque, na realidade, a Assembléia tinha a pretensão de abrir a CPI de qualquer jeito.  
Então, eu não tinha mais motivos para continuar a acreditar no governador como acreditava quando dei aquela entrevista aqui no ano passado.  
- E o alinhamento com o PSDB do prefeito Luiz Paulo?  
- Eu cheguei a dizer à Luzia no encontro com ela que não tenho raiva do governador José Ignácio. Não tenho rancor em relação à pessoa dele. Tenho alguma mágoa evidentemente por tudo o que aconteceu.  
Eu não esperava que um homem com a história política dele, que sofreu nas mãos da ditadura, foi cassado, e digo isso no nível pessoal, fosse tomar a atitude que tomou comigo, como, por exemplo, tirar meus funcionários de gabinete, que foi uma retaliação em decorrência da atitude que tomei.  
Eu fiquei magoado, mas volto a conversar com o governador no momento em que ele quiser. Agora, vamos conversar institucionalmente, ele como governador e eu como vice-governador, e não como aliados políticos ou como amigos.  
- Se o senhor assumir o governo e José Ignácio for candidato a alguma coisa, ele teria o seu apoio? Se assumir o governo, o senhor costuraria uma candidatura sua à reeleição?  
- Vou responder de trás para frente. Assumindo, não penso em hipótese alguma em uma reeleição, que seria o único cargo a que eu poderia concorrer. Vejo um período muito curto de administração e temos algumas questões que teriam que ser acertadas e vejo que seriam impossíveis em função da Lei de Responsabilidade Fiscal.  
Para construir uma eventual candidatura à reeleição, eu precisaria tomar algumas iniciativas que eu estaria impedido em função dos compromissos já assumidos pelo governo e que, em função dessa legislação, teriam que ser cumpridos.  
Quanto a apoiar o governador, acho que deve partir dele o interesse, se vai querer o meu apoio. De repente eu não vou me oferecer a quem não quer meu apoio. Mais uma vez, é ele quem deve tomar a iniciativa.  
- Assumindo o governo, o senhor trabalharia com a mesma equipe?  
- É um negócio complicado. Não vejo possibilidade alguma de trabalhar com uma equipe que vem com um desgaste de um governo como esse.  
- Existe algum setor que se salva desse desgaste?  
- Existe, mas são setores e não pessoas. A Agricultura está bem encaminhada em decorrência do grupo político que está comandando o setor. A Educação não tem nem como dizer que não está bem porque precisa de dinheiro e esse setor tem dinheiro para fazer pelo menos o essencial. E a Cultura e Esportes, enquanto o Maciel de Aguiar esteve lá, teve umas ações bem interessantes.  
- Tirando essa questão das denúncias, que nota, de 0 a 10, o senhor daria ao governo do qual o senhor participou em mais da metade?  
- É uma avaliação muito difícil de se fazer, porque teria que avaliar o governo num todo e não por setores, e nem só a figura do governador. Foi criada uma expectativa pela sociedade capixaba, e pelo próprio governador, de um novo Espírito Santo, diferente do que se passou por aí, e não foi isso o que se viu. O que se viu foi um Espírito Santo pior do que muitos outros que passaram por aí.  
Exatamente em decorrência disso, eu não daria uma nota, mas diria que o governo deixou muito a desejar.  
- O senhor elogiou um setor do governo, a Educação, onde tivemos um subsecretário preso durante vários meses. Isso não é uma contradição?  
- Não. Pega a secretaria como um todo e um subsecretário foi envolvido e ele diz em sua defesa que estava cumprindo ordens de pessoas que não eram nem do setor da Educação. Ele não cumpria ordens do secretário de Educação, mas de pessoas do governo, fora do setor. Não vejo como desvalorizar um determinado trabalho que foi feito lá em decorrência disso que aconteceu com o subsecretário.  
- Há possibilidade de virem a ser governador do Estado o João Coser, Paulo Hartung, Max Mauro e José Ignácio. Haveria possibilidade de o senhor compor com um desses nomes?  
- Eu disse que assumi o compromisso de acompanhar o PSDB. Entre esses nomes, ou qualquer outro que surgir, o partido vai ter que se posicionar. Agora, defendo que o PSDB também tenha o seu candidato, que não é nenhum desses que estão aí. Vamos discutir nomes? Vamos discutir internamente. Temos um senador, deputado federal, prefeitos, o vice-governador, e outras lideranças sem mandato.  
Vejo nessas eleições a necessidade de termos regionalmente grupos para defenderem a nossa candidatura majoritária à Presidência da República. E dentro desses nomes que você falou, dificilmente teríamos como encaixar o nosso candidato a presidente, que hoje é o José Serra.  
- O senador Paulo Hartung, embora no PSB, costuma dizer, e até por uma questão de ligação histórica, que o José Serra seria o candidato dele...  
- Quero ver ele trazer o Serra aqui e colocá-lo em cima do palanque, porque o partido dele vai ter um candidato a presidente, que é o Garotinho. Ele vai ter problema dentro do partido. Por isso defendo uma candidatura do PSDB.  
Existe uma possibilidade de se compor, desde que seja uma composição partidária, com qualquer outro nome. Eu particularmente não coloco restrição a nenhum dos nomes, mas vou continuar defendendo um candidato do partido para dar palanque ao nosso candidato a presidente.  
- Possivelmente o partido vai ter essa obrigação em função da decisão que o TSE deve tomar de verticalizar as coligações partidárias.  
- Está todo mundo nessa expectativa, mas não tem nada definido. Se ficar definido, melhor ainda. Em termos de governo federal, o PSDB deve se coligar com o PMDB ou o PFL, ou com os dois. E nenhum desses candidatos que estão aí no Estado está dentro de um desses partidos nacionais. Mais uma vez reforça-se o meu argumento em favor de um candidato do PSDB no Estado.  
- Antes de ser vice-governador, o senhor foi vereador e presidente por duas vezes de uma Câmara forte, que é a de Vila Velha. Qual será o peso dos prefeitos e vereadores nas próximas eleições?  
- Na eleição de presidente da República o peso maior vai ser das composições políticas federais e nos Estados, mas eles terão um grande peso nas eleições de governador e para deputado estadual e federal.  
Sei perfeitamente disso, Caldas, porque fui um dos articuladores, quase o cabeça em 98, quando criamos um movimento pró-José Ignácio, apoiado pela maioria esmagadora dos vereadores do Espírito Santo, bandeira levantada no Hostess da Praia da Costa, com 20 vereadores, e que se espalhou pelo Estado.  
Nas eleições de 2002, os prefeitos e vereadores terão um papel primordial na definição do governo e dos deputados.  
- Eles podem decidir a eleição para governador?  
- Eles têm tudo nas mãos para isso. Vai depender de uma pessoa que possa coordenar esse entrosamento.  
- Eu gostaria de lembrar que no governo de Max Mauro, enquanto o governador escolhia entre esse e aquele, os prefeitos se reuniram e pressionaram para colocar o Albuino Azeredo como candidato e ele terminou governador do Estado. As candidaturas vão ser definidas nessas conversas aqui de Vitória, na elite dos partidos, ou vai sair um nome lá do interior do Estado?  
- Esses dois momentos foram diferentes. No governo Max Mauro iniciaram-se as associações dos prefeitos, no norte, sul, e região serrana com a Grande Vitória. No governo Albuino eles tiveram uma presença muito forte talvez até mesmo por isso que você acabou de dizer. Tiveram um poder muito grande nesses dois governos. Eles, prefeitos, fizeram o Albuino governador.  
Eles tinham poder e se entendiam entre si. Tinham líderes que comandavam as regiões. Hoje não se vê mais isso. Está na base do cada um por si e Deus por todos. Cada um buscando o que consegue, tanto no governo estadual quanto no federal. E muitos deles têm suas relações com parlamentares, estaduais e federais. E isso pulveriza bastante e deixa o quadro mais complexo.  
Não acho impossível, mas muito difícil que ocorra um movimento forte como aquele do passado, com prefeitos lançando qualquer nome que seja, com a mesma força do passado, para disputar o governo do Estado.  
- Esse desarranjo político dentre os prefeitos foi arquitetado para mudar o foco do poder ou aconteceu meio a reboque da história?  
- Não diria que foi a reboque da história, mas também não foi arquitetado. Aconteceu em decorrência do tratamento que o governo atual deu aos prefeitos. Procurou, de certa forma, essa desassociação. Tanto é que nesses três anos do atual governo as associações de prefeitos praticamente acabaram. Agora que a gente está vendo um movimento na Grande Vitória querendo retomar a Associação de Vereadores. Eu tive até a oportunidade de presidir a União de Vereadores do Espírito Santo, em 91 e 92. Foi o único período em que sobreviveu, em decorrência do crescimento das Associações de Prefeitos.  
Hoje existe a Casa dos Prefeitos na Assembléia, há um órgão na Casa Civil responsável pelo atendimento aos prefeitos, mas sem atividade nenhuma. Esse governo enfraqueceu as associações de prefeitos.  
- Só para finalizar: o senhor faria tudo outra vez?  
- Com certeza, sem pensar duas vezes. Não me arrependo de qualquer ato praticado. Se o que eu encontrasse recebesse a resposta que eu recebi, faria tudo novamente



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