Vidabrasil circula em Salvador, Espírito Santo, Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo Edição Nº: 323
Data:
30/1/2003
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» Índice
» Perfil
Gilberto Gil assume Ministério e diz que vai fomentar a produção daquilo que ele mais entende: cultura
» Autos
Honda apresenta seus carros-conceito de alta performance na mostra Sema 2002, em Las Vegas
» Triângulo
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» Turismo
No Le Mont Saint Michel, um passeio carregado da magia e da espiritualidade de um tesouro medieval
» Turisnotas
Com a alta do dólar, brasileiros trocam férias na Europa por roteiros cinco estrelas no Brasil
» Luxo
Ralf Schumacher se casa na Igreja Católica e presenteia a família com um jatinho e um luxuoso iate
» Editorial
Que responsabilidade é essa?
» Boca Miuda
Derrotado para deputado federal no ES, Albuíno Azeredo consegue boquinha no governo de Rosinha Garotinho  

Editorial

Ao ser aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente, a Lei de Responsabilidade Fiscal deixou eufóricos os brasileiros cansados dos abusos cometidos por governantes irresponsáveis e corruptos.  
Mas, com o fim do mandato do presidente e dos governadores – quando efetivamente a lei poderia ser colocada em prática – o que temos observado?  
Parece que estamos fadados a sermos eternamente o país onde tudo “vira pizza” e nada é levado com seriedade.  
Como podemos conquistar a confiança da comunidade internacional com ações deste tipo?  
Como podemos mostrar que maus governos deixam dívidas impagáveis para seus sucessores e não são punidos por isto?  
Como podemos querer que os sucessores consigam implementar seus programas de governo sem dinheiro em caixa, com salários de servidores atrasados e devendo o que não usou?  
Como será possível para esses governadores cumprirem compromissos feitos em campanha?  
Enquanto os maus governos permanecem imunes a qualquer tipo de punição, seus sucessores vão precisar gastar pelo menos dois anos de seus mandatos corrigindo erros e pagando contas que não fizeram.  
O caso do Espírito Santo pode mostrar bem essa realidade.  
Com uma dívida inicialmente contabilizada em mais de R$ 70 milhões só com a União, o Estado pode estar distante de manter um “relacionamento saudável” com o novo governo federal.  
Nesse caso é difícil dizer quem está certo ou errado.  
É o governador Paulo Hartung querendo e precisando dos recursos da União para reconstruir o Estado arrasado pela má administração de seu antecessor José Ignácio Ferreira?  
É o presidente Luiz Ignácio Lula da Silva que age de acordo com a legislação em vigor que prevê o corte dos repasses para estados em dívida com a União?  
Enquanto os dois políticos conversam, argumentam e contra-argumentam e não chegam a uma conclusão, quem são os verdadeiros prejudicados com essa situação?  
Não é difícil responder: como sempre, o grande prejudicado de toda essa impunidade será a população.  
Mais uma vez não veremos projetos importantes serem implementados. Mais uma vez não teremos novas e melhores escolas sendo colocadas à disposição da população carente. Por mais tempo ainda veremos filas nos corredores dos hospitais públicos, polícias sem equipamentos e despreparadas. Enfim, continuaremos sofrendo com os desmandos de políticos.  
Nosso consolo é saber que, nas urnas, podemos dar a resposta que esses políticos merecem.  



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