Vidabrasil circula em Salvador, Espírito Santo, Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo Edição Nº: 314
Data:
15/9/2002
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Editorial

Lula sobe. Serra desce. Ciro sobe. Lula desce. Serra sobe. Ciro desce.  
Parece brincadeira de criança? Mas não é.  
Quem acompanha os resultados das pesquisas realizadas para saber qual é o favorito na corrida pela sucessão do presidente Fernando Henrique Cardoso observa uma verdadeira “gangorra” nas intenções de votos dos eleitores brasileiros.  
Com exceção do ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, que se mantém com um índice praticamente constante nas pesquisas, os demais candidatos parecem que vão continuar precisando enfrentar uma verdadeira maratona por um voto a mais até o dia das eleições. Isto porque, na prática, os altos e baixos dos resultados obtidos nas pesquisas demonstram que tanto Luiz Inácio Lula da Silva quanto José Serra ou Ciro Gomes estão longe de convencer e conquistar realmente os eleitores com suas posições ou projetos.  
Por que?  
Afinal falta menos de um mês para as eleições e os candidatos já estão com seus programas eleitorais na televisão, fazem comícios, participam de debates, palestras, enfim, estão em contato direto com os eleitores.  
Difícil explicar.  
A história pós-ditadura não registra um cenário tão confuso quanto o apresentado até agora nesta eleição.  
Mesmo para um segundo turno quando todas as pesquisas mostram que Lula venceria os demais candidatos a situação não é tão clara. Temos ainda na memória os resultados negativos obtidos por Lula em três eleições consecutivas quando ele perdeu no segundo turno apesar de ter iniciado o período eleitoral como favorito.  
A resposta para tão grande indefinição dos eleitores pode estar na falta de clareza, convicção e credibilidade que a população encontra nos próprios candidatos.  
Outra possível hipótese está na dança de partidos, coligações e acordos fechados em torno de todos os nomes. Talvez seja difícil para o eleitor ver Lula fechando acordo com o PL, José Sarney e Aureliano Chaves. Também não deve ser fácil compreender a ligação de Ciro com Antônio Carlos Magalhães ou a falta de apoio de Tasso Jereissati ao candidato de seu próprio partido José Serra.  
Talvez o que seja mais difícil para os eleitores é saber qual a real diferença entre os candidatos. Para entender isto melhor é preciso avaliar como estão sendo feitas as campanhas eleitorais neste Brasil que peca por falta de ideologia partidária e de partidos fortes.  
Vamos por parte: o primeiro passo de todos os candidatos é sempre fazer pesquisas para conhecer quais os problemas que mais afligem a população. A partir daí suas assessorias formulam propostas que, teoricamente, vão resolver as demandas registradas.  
Funciona assim: O Brasil clama por emprego? Então afirmamos que vamos gerar emprego. O povo quer o fim da violência? Então falamos que a violência vai acabar no meu governo.  
Qual dos candidatos não repete insistentemente que vai gerar emprego e acabar com a violência?  
Todos, não é mesmo?  
É, mas as pesquisas mostram que nenhum deles conseguiu convencer o eleitor que é realmente capaz de atender as suas necessidades.  
Definitivamente esta será uma eleição que só se definirá nas urnas.  

  

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